Domingo, 9 de Março de 2008

Phnom Penh (Camboja) - Terceiro dia












02/03/2008
Como ja me sentia melhor fui visitar o museu Tuol Sleng. Mais uma vez, de mapa na mao, decidi caminhar ate ao museu, ja que a melhor forma de sentir o ritmo da cidade e mesmo caminhar pelas ruas menos turisticas, onde tudo se passa.
Uma hora depois la estava eu em frente ao museu.

O museu Tuol Sleng e um museu especial ja que se trata de uma escola secundaria que foi tomada pelas forcas de seguranca do regime de Pol Pot's e transformada em prisao, centro de detencao e tortura.

O Museu serve de testemunho aos crimes efectuados durante o regime do Khmer Rouge, entre 1975 e 1978.

Trata-se de um edificio em muito mau estado que se mantem inalterado desde a altura das atrocidades nele cometidas.

E possivel visitar as inumeras celas com os instrumentos de tortura e as muitas fotografias dos detidos, de facto uma experiencia deprimente e que nos faz pensar no pior humanidade.

Durante o regime do Khmer Rouge estima-se que 2 a 3 milhoes de pessoas morreram, de fome, tortura ou simplesmente mortas a sangue frio. Hoje, depois de ter lido dois livros sobre historias veridicas de sobreviventes do regime tenho um conhecimento bem diferente do que foi o Khmer rouge e o genocidio cometido.

Nao e de facto um museu para nos fazer sonhar ou enriquecer culturalmente, mas para nao nos deixar esquecer dos horrores da historia da humanidade, principalmente uma historia tao recente.
Depois do museu segui para o Mercado Russo onde e suposto conseguir comprar-se tudo e mais alguma coisa. Acabei por fazer mais umas compritas e voltar de Tuc-tuc para o Hotel.

Durante a tarde, fui passear mais um pouco pela cidade, visitar um templo budista que existe numa colina, no centro da cidade e acabei novamente a fazer umas compritas, irresistivel.

No final do dia, a beira rio, ainda tive a oportunidade de ver um Elefante a passear pelo meio das esplanadas, incrivel, era ver todos os turistas a tirar fotos.

Acabei a ver o por do sol em frente ao Museu nacional.

Sábado, 8 de Março de 2008

Phnom Penh (Camboja) - Segundo dia











01/03/2008

Levantei-me bem cedo para ir visitar o Royal palace e o Silver pagoda, de forma a conseguir visitar os monumentos sem muitos turistas, ambos estao dentro do mesmo complexo e ficavam apenas a 15 minutos a pe do Hotel.

O Royal palace e lindissimo, dos edificos mais belos que vi em toda a minha vida e ainda por cima tive a sorte de conseguir fazer a visita quase sem ninguem, o que acreditem faz muita diferenca.

Depois de mais de uma hora de visita segui para o Museu Nacional que ficava mesmo ali ao pe.

O Museu nacional e um espaco muito agradavel com muitas esculturas Khmer e com um jardim muito bonito no centro do edificio.
Como infelizmente comecei a sentir me mal do estomago, o resto do dia passeio no Hotel a descansar e a recuperar energias, nem todos os dias podem ser bons dias.

Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Phnom Penh (Camboja) - Primeiro dia













28/02/2008
Logo cedo fui para o aeroporto e para minha surpresa o voo da Vietnam airlines era num daqueles avioes pequenitos tal como os que eu tinha viajado em Laos, mais uma viagem maravilha com o aviao a abanar por todo o lado.
O voo de Ho Chi minh city para Phnom Penh sao apenas 45 minutos e logo depois de termos levantado voo ja dava para ver o Camboja, contrariamente aquilo que eu estava a espera era uma paisagem muito arida, tudo extremamente seco.
Meia hora depois de aterrar e depois de preencher 3 formularios ja eu tinha o meu visto e estava pronta a seguir para a cidade.
A Renata que eu tinha conhecido em Laos e que tinha estado no Camboja no mes anterior, tinha me recomendado um hotel no centro da cidade e foi para la que segui.
Na recepcao do hotel Indochina estavam duas raparigas muito bem dispostas e muito simpaticas, depois do Vietname nao podia ter tido melhor recepcao.
Ja instalada, sai para a rua para almocar e fazer o primeiro reconhecimento da cidade, sem querer acabei por ir almocar num dos varios restaurantes de apoio as criancas desfavorecidas que existe pela cidade.
De facto confirmava-se o que todos diziam, as pessoas no Camboja sao muito simpaticas, com um sorriso aberto, apesar de muita pobreza.
Contrariamente a Laos e ao Vietname, na cidade havia muitos pedintes, criancas e defecientes da guerra e do regime Khmer rouge, uma realidade chocante, que nos deixa o coracao apertado.
Desde que pomos o pe na rua e em todo o lado, estao constantemente a perguntar, "'Tuc-tuc lady", "Motorbike".
Depois de muitas recusas, acabei por ser abordada por um condutor de Tuc-tuc que me pareceu muito simpatico e pensei, porque nao, sempre e uma forma de ficar com uma ideia da cidade.
Tinhamos acordado uma hora de tuc tuc pela cidade para ver os principais lugares de interesse, mas depois da volta pela cidade acabamos por ir ver o por do sol a um lugar nos arredores da cidade, do outro lado do rio Tonle Sap.
O lugar onde fomos ver o por do sol era muito curioso, um genero de casas sobre o rio, construidas em cima de estacas, e que em vez de assentos existiam umas redes para nos sentarmos.
O Nick (condutor de Tuc tuc) era muito simpatico e conversamos sobre tudo, acabei por ficar a saber muitas coisas sobre a cidade, o Camboja e a sua vida, nomedamente que ele dava aulas de Ingles duas vezes por semana numa instituicao de criancas desfavorecidas.
Depois do por do Sol toca a voltar a cidade.
O meu primeiro dia no Camboja era um bom prenuncio, so tinha encontrado pessoas simpaticas

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Ho Chi Minh city (Saigon)












25/02/2008 a 27/02/2008

Ao contrario das viagens anteriores, apenas demorou 4 horas para chegar a Ho Chi Minh city, a estrada era boa e ate paramos pelo caminho para almocar.

Saigon foi uma surpresa, a cidade nao era nada do que eu estava a espera, e muito maior que Hanoi e mais agitada, a capital economica, onde tudo acontece.

A cidade e enorme, constituida por varios distritos, com grandes predios, grandes avenidas e muitos parques (espacos verdes).

O trafico e a barbaridade de veiculos motorizados nao foi uma surpresa depois do que eu tinha lido no guia sobre o fenomeno que muitos turistas enfrentam, traffic traumas.

A cidade nao para e nunca eu toda minha vida estive numa cidade tao barulhenta, mesmo de ferias, o barulho, sobretudo do transito, das buzinadelas e algo stressante.

Nesta altura do ano esta muito calor em Saigon, senti-me a destilar, mesmo parada era ver o suor a escorrer pela cara abaixo.
Atravessar a rua, principalmente quando se trata de 4 faixas e contra cardiacos, tenho vos a dizer. Uma das vezes quase que fiquei paralisada no meio de 4 faixas com um autocarro a vir mesmo na minha direccao, de facto ou ages ou ja eras. Quando cheguei ao outro lado, era sentir o coracao aos pulos, tinha me safado.

Na maioria das vezes e uma questao de atitude, aprende-se a contornar as motorizadas, so temos que garantir que os veiculos nos veem, o resto e feeling, e acreditem que em Portugal em sou frequentemente gozada por querer atravessar sempre nas passadeiras, por isso, passear em Saigon foi uma experiencia e tanto.

Em todo lado e a toda a hora somos abordados, ou ele sao vendedores de livros (impressoes de best sellers, guias da lonely planet, entre outros), vendedores de tudo e mais alguma coisa, ou alguem a oferecer-nos o servico de motorizada, "motorbike madame".

Andar de pendura na motorizada, com um perfeito desconhecido, no meio de Saigon, cidade com cerca de 4 milhoes de motorizadas, e outra experiencia, adrelanina pura, mas talvez a melhor forma de nos deslocarmos na cidade.

Eu nao sei bem como, mas eu nunca vi nenhum acidente, eles conduzem por instinto e sabem como se afastar uns dos outros. Ele e so negociar o preco, agarrar o capacete e toca a sentar no banco de tras e ca vamos nos.

Uma carcateristica muito engracada de todos os paises do sudoeste asiatico sao as motorizadas a andar no passeio como se da estrada se trata-se, ha que estar atento, outra nao menos interessante sao os veiculos (carros, motorizadas, what ever) em contramao na estrada, como podem ver aqui nao se pode andar na rua descontraidamente, se nao ja era.

Os barbeiros e mesmo ali no passeio.
Dos n distritos de Saigon acabei por passar quase o tempo todo no mais turisticos deles todos, District 1.

Aproveitei para visitar o museu de Historia do Vietnam, o museu Ho Chi Minh city, o jardim botanico e passear muito a pe na cidade, que so por isso como ja perceberam e uma experiencia.

Com o mapa da cidade em punho era so andar pelas ruas um pouco sem destino e ver onde ia dar, uma das vezes dei comigo numa parte parte in da cidade, tudo era pelo menos o dobro do preco do district 1, era onde estavam todas as lojas de marca e todos os hoteis de 5 estrelas.
Na cidade de facto vende-se de tudo um pouco e acabei por fazer umas compritas confesso, so nao comprei mais porque depois de ter tido varias mas experiencias com pessoas rudes e muito antipaticas decidi que no Vietnam nao ia gastar nem mais um centimo em compras.
Cheguei ao final do dia muito feliz por saber que no dia seguinte iria viajar para o Cambojia, onde segundo me tinham dito se encontram das pessoas mais simpaticas de toda a regiao, nunca em toda a minha vida eu me senti tao maltratada enquanto turista.
Todas as pessoas que eu tinha encontrado em Laos e que vinham do Vietname tinham me falado com as pessoas eram gananciosas, rudes e muitas vezes desagradaveis, de facto, na minha opiniao, o Vietname e um pais incrivel no que respeita a paisagens naturais, mas os Vietnamitas sao o povo mais rude e desagradavel que eu encontrei ate hoje, salvo raras excepcoes e claro.








Sábado, 1 de Março de 2008

Mui Ne









22/02/2008 a 24/02/2008
Ainda nao me tinha instalado eu na espreguicadeira ja estava uma senhora a perguntar se eu nao queria uma bela de uma massagem. Como aqui a hora da massagem e ao preco da chuva, porque nao, sempre e uma boa forma de comecar o dia.
Sim senhora, uma massagem como deve de ser, fiquei nova em folha, e que depois de dois dias de mota e umas mas posicoes a dormir estava com os musculos todos tensos.

O mar era um espetaculo, sereno, e a agua quentinha que nem um caldo.

A praia tinha uma extensao de alguns Km o que convidava mesmo a longas caminhadas e claro a chapinanco na agua, sim isso mesmo, que nem as criancas fazem.
Na areia facilmente se encontravam estrelas do mar, buzios e conchas de variadissimas cores, ate amarelo flurescente, so mesmo nos tropicos.

Na praia tambem nao faltavam caranguejos, principalmente ao amanhecer e ao anoitecer era ve-los a sair dos seus buracos na areia.
Outra curiosidade na praia eram os buzios, de manha corriam para o mar, algo que ja nao via desde crianca.
Ao longo da praia eram so coqueiros. Num dos meus longos passeios a beira mar pude ver um homem a atirar cocos la de cima, nao sei como ele subiu la para cima, mas que subiu subiu.
A longo da praia era so resorts intercalados por casas de pescadores, esta tudo misturado.

Aqui os locais vao para praia vestidos, toda a gente vai para a agua com roupa, so os turistas e que nao tem quase nada vestido.

Estar num resort mesmo em cima da praia permite-nos por exemplo, levantar bem cedo para ver o nascer do sol na praia, afinal o areal ficava a cerca de 20 metros do bungalow, ou ficar deitada na espreguicadeira apenas a observar as estrelas e a lua, coisas muito simples que raramente fazemos.

O fim de semana foi animado ja que resort ficou cheio de turistas vietnamitas, de repente parecia que tinha acordado num sitio totalmente diferente.
Que cambada de barulhentos a beber cerveja e a comer na praia que nem uns alarves, ele era criancas e vietnamitas alcooalizados a brincar e jogar bola na praia, nao queria acreditar, que pesadelo.
Domingo depois de almoco nem dava para acreditar, que sossego, de repente tudo voltou ao normal e pude novamente aproveitar uma praia paradisiaca quase deserta.
A despedida foi em beleza, comecei o dia a fazer Yoga na praia, as 5:30 da manha, era so eu e alguns pescadores, um bom pequeno almoco, uma longa caminhada na praia e como achei que merecia, mais uma massagem.

O dia nao podia ter terminado melhor, fui dar a minha ultima caminhada na praia, mas desta vez sem me esquecer da maquina fotografica, ja que queria fotografar o por do sol.

De facto, nao so foi o por-do-sol mais incrivel de todos, como comecou a chover e do lado oposto da praia estava um arco-iris perfeito, a comecar no mar e a terminar na areia, e eu posicionada mesmo no meio, era so disparar.

No final do dia era uma mulher feliz, a despedida da praia tinha sido em grande, no dia seguinte rumava para Ho Chi minh city (Saigon).










































Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Dalat - Mui Ne (Segundo dia)













21/02/2008
Para que nao haja qualquer mal entendido, o easy rider (Su) e um homem casado, com dois filhos e muito pouco atraente, como tenho vos a dizer, a grande maioria dos Vietnamitas.

No segundo dia de viagem foi muito mais apreciar a paisagem que visitar novos lugares, o que foi muito agradavel tambem. Apesar de nao ser grande a velocidade, ainda andamos a 80 Km/h, o que para aqui nao e nada mau.

No inicio do dia choviscou um pouco e achei mesmo que ia ficar toda molhadita, mas acabou por nao ser nada de especial.

Uma boa parte do caminho foi efectuada por uma estrada no meio da floresta densa.
Por mais de uma vez o Su deixou-me na estrada sozinha para que eu pudesse apreciar melhor a paisagem, ouvir os animais e tirar fotos enquanto ele esperava por mim mais a frente. Desta vez so dava mesmo para caminhar na estrada ja que a floresta e mesmo densa e com uma diversidade de animais pouco recomendaveis.
No meio do caminho paramos em mais uma aldeia para puder ver de perto mais um grupo etnico. Ao contrario da aldeia anterior, os miudos nao se importavam que eu tirasse fotos e deu para tirar umas fotos giras. O Su tinha comprado rebucados para lhes oferecer, por isso os miudos nao saiam de perto de nos.

Depois de mais de uma hora de moto, desta vez sim, no meio do trafego a uma maior velocidade paramos para almocar.

Apenas acerca de 20km do local onde paramos para almocar ficavam as primeiras dunas a visitar e o calor ja se fazia sentir.
Depois de alguns Km de mota, de repente a minha frente aparecer um deserto no meio do nada foi incrivel, sem palavras.

As White Dunes como sao conhecidas sao de facto uma paisagem de tirar a respiracao, nao ha fotos que lhe facam justica. Junto as dunas esta um pequeno oasis, um lago cheio de nenufares e pinheiros.

Depois de alguns minutos a usufruir de tal paisagem, seguiam-se Orange Dunes ja caminho do meu destino final, Mui Ne.


Nas orange dunes estavam uns miudos a tentar convencer-me a andar de slide (escorregar na areia), apesar de lhes dizer que nao queria andar de slide, os dois amigos, que podem ver na foto, decidiram acompanhar-me e ofereceram-se para me tirar fotos.


Os dois miudos eram muito queridos e simpaticos. Ele tinha 10 anos, apesar de muito pequeno para a idade que tinha e falava um ingles muito boml, para alguem que nao andava na escola e apenas tinha aprendido ingles com os turistas.
Acabei por lhes oferecer umas bebidas, que muito timidamente acabaram por aceitar.

Ainda paramos para tirar fotos na Fishing village, que fica na entrada de Mui Ne.


Chegamos a Mui Ne cerca das 3 horas da tarde e foi so procurar um resort para ficar instalada.


O resort nao era nada de especial, mas tinha piscina e acesso directo para a praia. O meu bungalow ficava na segunda linha junto a praia e dava para ouvir perfeitamente o mar.

Agora sim o descanso merecido junto ao mar, numa praia paradisiaca e quase deserta. E nestas alturas que nos sentimos abencoados.

Dalat - Mui Ne (Primeiro dia)















20/02/2008

O dia estava bonito, apesar de um pouco frio.
A viagem prometia, dois dias de mota, no minimo era diferente estava entusiasmada.

Como nao podia deixar de ser comecamos por visitar mais um templo budista ainda na cidade de Dalat.


Pelo caminho, o guia, Su, ia me explicando que plantacoes estavamos a ver, paramos para ver o que para mim era apenas um campo de flores amarelas, mas que ele me explicou que era um requintado ingrediente da cozinha vegetariana.


Paramos em mais uma cascata Prenn Falls, o lugar era muito giro, inclusive dava para dar uma volta de Elefante, caso se quisesse. Aproveitei para tirar mais umas fotos e passear por tras da queda de agua.


Fomos de seguida visitar a Chicken Village, onde vive um dos grupos etnicos do Vietname e acabei por comprar alguns lencos de seda, ja que eram muito bonitos e sempre ajudava a aldeia.

Mais uns Kms, acerca de 55Km de Dalat, e mais umas cascatas Pongour Falls, estas apesar de terem uma dimensao muito maior que as anteriores, devido a uma barragem e ao facto de ser a estacao seca, estavam quase sem agua, mas mais uma vez deu para tirar umas fotos a maneira.

Depois das Pongour Falls fomos almocar, que quase ja nao me aguentava, toda a manha em cima da mota e com tanta coisa diferente para observar e assimilar esqueci-me de comer.
De tarde paramos para ver plantacoes de cogumelos, de maracujas e mandioca.
O resto do dia foi so passeio e apreciar a paisagem.
As 4 da tarde paramos na cidade onde iriamos ficar a dormir.
Antes de jantar ainda deu para descansar um pouco.
O jantar, como nao podia deixar de ser, foi num restaurante local, foi churrasco faca voce mesmo.
Tinhamos um pequeno fogareiro na mesa e o guia ia fazendo o churrasco (carne, vegetais e pao).
Nao sei bem como, mas acabamos por ficar a conversar e a comer durante quase 4 horas, no final do jantar tinhamos bebido 12 cervejas.
Dormi que nem um anjo.